quarta-feira, 28 de setembro de 2011

12 franquias com investimento de R$ 25 mil


 

Para todos os bolsos

São Paulo – Hoje, já existem franquias para quem pode investir 150 mil, 100 mil, 35 mil e até 15 mil reais. Com valor de investimento inicial de até 50 mil reais e faturamento médio mensal de 30 mil reais, as microfranquias começaram a chamar atenção dos empreendedores brasileiros depois da feira de franquias organizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2010. Segundo a ABF, os negócios deste tipo já somam 12 mil unidades, ou 5% das franquias brasileiras.

Boa parte delas é em modelo home-based, que dispensa o aluguel do ponto comercial, e não exige muitos funcionários. Atualmente, 260 redes oferecem este tipo de negócio, que gera 36 mil empregos formais. Antes de fechar negócio, pesquise sobre a rede e converse com outros franqueados. Confira a seguir treze opções de franquias que podem ser abertas com investimento de 25 mil reais.

AcquaZero

Criada em 2009, a rede de lavagem de carros Acquazero defende a preservação do meio ambiente, por isso, a franquia só usa produtos biodegradáveis e certificados pela ANVISA para cuidar dos veículos. Segundo a rede, em uma lavagem são usados apenas 200 mililitros de água para dissolver os produtos. Com base em São Paulo, a AcquaZero trabalha com licenciamento da marca e franquias. Hoje são 39 unidades em funcionamento em quatro modelos de franquias que variam conforme o tipo de ponto. O investimento vai de 5,5 mil a 15 mil reais. O retorno desse investimento deve acontecer entre 12 e 18 meses.

Century 21

A rede americana Century 21 é uma das maiores franqueadoras de imobiliárias do mundo, com mais de oito mil franqueados em 73 países. No Brasil, opera desde 2008 e tem mais de 100 franqueados. Hoje o faturamento anual da Century 21 ultrapassa 1 bilhão de reais. Esse valor deve saltar para 50 bilhões até as Olimpíadas. Há dois modelos de franquias que custam até 25 mil reais. A conversão de uma agência para a marca exige investimento de 10 mil reais. Quem quiser abrir uma unidade em cidades com até 500 mil habitantes desembolsa 25 mil reais. O retorno do investimento acontece entre 12 e 24 meses.

Disk Manicure

Criada pela estilista Renata de Barbosa Ingold Boudon, a rede Disk Manicure oferece serviços de manicure e pedicure em domicílio em oito estados. A abertura da empresa surgiu da necessidade de Renata por um serviço mais higiênico e personalizado. As franquias, criadas no final de 2010, exigem investimento de 25 mil reais, que inclui capital de giro, taxa de franquia e a estrutura necessária. O prazo de retorno é de 18 meses, em média.

Ecojardim

A franquia
Ecojardim oferece serviços de jardinagem em residências e condomínios. A marca, que foi lançada no ano passado, tem 25 unidades e planejar abrir mais 15 franquias até o final deste ano. O investimento inicial é de 12,5 mil reais, o que inclui o treinamento de gestão, a contratação de profissionais e a prospecção de clientes na região. A empresa cobra taxa de publicidade de 2% sobre o faturamento e calcula o retorno do capital em até 12 meses.

Four Style

A marca de roupas de ginástica Four Style aposta nos eventos esportivos que o Brasil deve receber em 2014 e 2016 para crescer. As lojas da rede têm, em média, 35 metros quadrados. Criada em 2007, a empresa desenvolveu agora uma franquia compacta para ser instalada em academias, clubes e condomínios. Este modelo tem investimento inicial a partir de 12,9 mil reais. No próximo ano, a rede deve inaugurar 12 franquias no Rio de Janeiro. São Paulo e Minas Gerais também são estados que interessam o grupo. O prazo de retorno da franquia é em média de 24 a 30 meses.

Grupo Zaiom

O grupo Zaiom é o maior grupo de microfranquias do país. Atualmente, administra sete marcas de negócios variados, desde cuidadores de idosos, reforço escolar, manutenção de computadores, jardinagem até fotodepilação em domicílio. Todas exigem investimento inicial de 20 mil reais. Para este ano, a rede está investindo na expansão das marcas Amigo Computador e Dr. Jardim. As duas franquias têm faturamento médio mensal de 15 mil reais e o prazo de retorno do capital investido é de 6 a 12 meses.

Jan-Pro

A rede americana de franquias de limpeza Jan-Pro chegou ao Brasil neste ano com três modelos de franquias com investimentos entre 5 mil e 47 mil reais. Na microfranquia, a mais barata, o próprio franqueado faz a execução do serviço. Neste modelo, a marca garante o primeiro cliente e faturamento médio mensal de 5,6 mil reais e o retorno acontece em quatro meses. A chamada franquia gerencial exige investimento de 25 mil reais e, neste caso, o franqueado atua como gerente e pode faturar até 10 mil reais por mês. O retorno do capital acontece em 10 meses.

Kumon

A rede de ensino Kumon foi criada no Japão e chegou ao Brasil em 1977. Por aqui, a segunda maior rede do país tem mais de 1500 franquias atendem 100 mil alunos. O investimento mínimo inicial é de 15 mil reais. Segundo a rede, uma unidade com 100 alunos, em grandes cidades, fatura até 13 mil reais. O retorno deste capital acontece, em média, entre 18 e 24 meses.

Miss Hollywood

Criado no ano passado, o salão Miss Hollywood usa a temática do centro das estrelas do cinema para atrair a clientela. Segundo o empresário Edson Ramuth, que criou a rede, um estudo de viabilidade e o ponto adequado são chaves para o sucesso da franquia. Hoje, a rede tem salões em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Bahia e Ceará e busca franqueados nas regiões Norte, Nordeste e Sul. O investimento inicial é de 24,5 mil reais e, segundo a rede, o faturamento médio mensal é de 20 mil reais. O retorno do investimento acontece a partir de 6 meses.

Seu Pet com Sobrenome

A franquia
Seu Pet Com Sobrenome, nova no mercado, oferece um serviço no mínimo curioso: o registro oficial de nascimento, óbito, casamentos e até testamento de animais de estimação. Com investimento de 13 mil reais, a marca oferece franquias em quiosques em shoppings center ou móveis, que podem funcionar junto a pet shops, por exemplo. Os donos de pets que quiserem colocar seu sobrenome no bichinho desembolsam 150 reais por cada certidão.

Zets

A franquia de lojas virtuais foi uma das que mais cresceu no ano passado, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Com 70 unidades em funcionamento, a Zets cresceu quase 200% em número de unidades e atua com mais força em São Paulo e no Rio de Janeiro. O investimento em uma unidade é de 7,2 mil reais. O prazo de retorno calculado pela empresa varia entre 12 e 18 meses.

Zoom

A Zoom é representante exclusiva da Lego Education no Brasil e oferece franquias de cursos para crianças e jovens. A empresa usa a robótica educacional e experiências lúdicas para ensinar. Hoje, 37 franquias atuam no modelo educador, em que o próprio franqueado, depois de receber uma capacitação e certificação especial, dá as aulas. Este modelo tem investimento de 14 mil reais e payback em 12 meses. O faturamento médio mensal é de 5 mil reais.


 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

5 razões para investir em uma franquia do setor de alimentos.


 

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) divulgou nesta semana os resultados da pesquisa 'Panorama Global das Franquias do Setor de Alimentação', que foi realizada durante os meses de maio de junho deste ano com 40% das empresas que compõem esse mercado. De acordo com o estudo, o desempenho das companhias superou as expectativas.

Na comparação entre 2009 e 2010, o faturamento das redes participantes do levantamento aumentou16,8%, alcançando um resultado final de mais de R$ 9 bilhões. A pesquisa mostrou ainda que os shoppings continuam na dianteira de abertura de lojas (64,7%), graças ao intenso fluxo de consumidores que frequentam esses locais principalmente na hora do almoço.

Esse cenário positivo tende a melhorar nos próximos anos por muitas razões. Uma delas está baseada no fato de que quase 60 milhões de brasileiros, segundo a Consultoria ECD, comem fora de casa todos os dias – a expectativa é que este número salte para 84 milhões nos próximos anos. Por isso, as franquias desse segmento têm despontado na preferência de quem está em busca de um negócio com baixo risco e alta rentabilidade.

Há ainda uma série de outras características que podem tornar a franquia de alimentos uma excelente oportunidade a quem deseja iniciar um negócio próprio com o menor risco envolvido.

1 - Comer é uma necessidade. Não dá para deixar para depois como outros produtos. O segredo então está em oferecer ao consumidor um produto de qualidade e que seja do paladar dos brasileiros.

2 - Alimentação saudável está em alta no País. Manter a saúde com uma comida ou sobremesa saborosas agrada os consumidores. Quem vende esse tipo de produto tem chance de atrair mais clientes;

3 – Aumento da demanda. O corre-corre da vida moderna faz com que cada vez mais as pessoas optem por refeições rápidas, já que o tempo está mais escasso ultimamente. Estatísticas apontam que  as classes A e B têm um gasto com alimentação fora de casa equivalente ao das principais cidades da Europa;

4 – Turismo mais forte. A realização de eventos esportivos no Brasil como Copa do Mundo e Olimpíadas cria também um cenário amplamente favorável para franquias que lidam com alimentos;

5 – Faturamento do setor. Entre 2009 e 2010, o segmento de alimentação foi o que mais faturou no Brasil em comparação com os demais setores de franchising.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Como escolher o ERP adequado para sua empresa.


 

Como uma empresa de médio porte deve escolher um sistema de gestão - ERP (Enterprise Resource Planning), já que quanto mais preparada e organizada estiver, maior a sua vantagem competitiva?

Bom, primeiro vamos definir o que é ERP - Entreprise Resource Planning é uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa, como fabricação, logística, finanças e recursos humanos. Normalmente, é composto por um banco de dados único, operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações.
Pensando na necessidade dos empresários, o especialista em implementação e melhoria de processos operacionais e diretor da PLK Consulting, Edgar Marçon, preparou algumas dicas para auxiliar na escolha do melhor sistema ERP para empresas de médio porte.

Marçon ressalta que a escolha do sistema impacta de forma direta na empresa, portanto, a maturidade e estabilidade do Sistema devem ser fortemente consideradas. "Tenha em mente que se trata de uma escolha para mais de uma década, é importante que a visão seja global, uma vez que é alto o risco de tomar uma decisão com pouca base ou com informações superficiais".

Confira 10 dicas para escolha de ERP:

1. Definir previamente as necessidades, focos e prioridades da empresa, além de identificar o real objetivo de implantar o novo sistema;
2. Envolver os principais usuários que serão os responsáveis pela implantação desde o inicio do processo, participando inclusive da escolha do Sistema;
3. Comparar os sistemas, em bases homogêneas, priorizando processos mais importantes para a empresa, não apenas os que atualmente requerem melhorias;
4. A definição deve ser feita por comitê com autonomia de decisão, tendo representação das diversas áreas da organização e, se for necessário, incluir um diretor e colaborador da área de compras para negociação;
5. Verificar a capacitação e experiência de implantação do parceiro, comprometimento que terá com o projeto e o nível de conhecimento dos consultores que estarão participando da implantação;
6. Antes da definição final, procure visitar clientes usuário do sistema de preferência que tenham o mesmo porte e mercado para conhecer as experiências no processo de implantação, dificuldades de configurações, etc. Incluir também a referencia prática da dimensão dos recursos de infra-estrutura, assim será possível coletar sugestões e reduzir riscos na implantação;
7. Manter a visão holística e plana, verificando o atendimento dos processos da empresa de forma integrada;
8. Avaliar a tecnologia aplicada no sistema verificando a atualização, se está dentro das tendências e se há pessoal capacitado disponível;
9. Avaliar o sistema por pontuação em critérios previamente definidos e ponderados conforme a necessidade da Empresa, a pontuação deve ser definida pelo comitê;
10. A avaliação dos valores financeiros deve incluir o valor de compra das licenças, custo de manutenção para no mínimo três anos, custo da implementação, de mão de obra extra ou pós implementação, além de verificar como será a cobrança de viagens e estadias dos consultores.


 

Fonte: http://www.portalvarejo.com.br/noticias/como-escolher-o-erp-adequado-para-sua-empresa-319.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Copom surpreende e reduz taxa Selic para 12% ao ano.

Paulo – O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu boa parte dos analistas e decidiu reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 12% ao ano. A decisão não foi unânime, sendo que dois votos foram para a manutenção dos juros em 12,50%. A autoridade monetária interrompe o ciclo de altas sucessivas que já acontecia há cinco reuniões. O primeiro aumento desta sequência ocorreu na primeira reunião do ano, em 19 de janeiro, quando a taxa passou de 10,75% a 11,25%.

Ao reduzir a taxa, o BC sinaliza preocupações com o cenário econômico internacional ainda cheio de incertezas. Economistas que apostavam na queda da Selic afirmam que o desaquecimento da economia global já ameaça o mercado brasileiro. Assim, uma redução na pressão monetária ajuda a evitar que o crescimento do país seja sufocado.

Na última reunião do Copom, em julho, o Banco Central (BC) não fez menção a manter o ciclo de aperto monetário por período "suficientemente prolongado", como vinha enfatizando nas últimas reuniões. A ausência do comentário foi vista como um sinal de que a sequência de aumentos poderia terminar.

Na próxima segunda-feira (25) o BC divulga novo Boletim Focus, trazendo a reação do mercado ao ajuste na Selic. Três dias depois, na quinta-feira (28), o BC divulga a ata da reunião do Copom. O documento mostra como a autoridade monetária enxerga o cenário econômico no Brasil e no mundo, e apresenta as justificativas para o aumento dos juros.

Ao fim da reunião, o Banco Central emitiu a seguinte nota: "O Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 12,00% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e dois votos pela manutenção da taxa Selic em 12,50% a.a. Reavaliando o cenário internacional, o Copom considera que houve substancial deterioração, consubstanciada, por exemplo, em reduções generalizadas e de grande magnitude nas projeções de crescimento para os principais blocos econômicos.

O Comitê entende que aumentaram as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado. Nota ainda que, nessas economias, parece limitado o espaço para utilização de política monetária e prevalece um cenário de restrição fiscal. Dessa forma, o Comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevante".

Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresários. O Comitê entende que a complexidade que cerca o ambiente internacional contribuirá para intensificar e acelerar o processo em curso de moderação da atividade doméstica, que já se manifesta, por exemplo, no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira. Dessa forma, no horizonte relevante, o balanço de riscos para a inflação se torna mais favorável. A propósito, também aponta nessa direção a revisão do cenário para a política fiscal.

Nesse contexto, o Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.

O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do ambiente macroeconômico e os desdobramentos do cenário internacional para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária".

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/copom-surpreende-e-reduz-taxa-selic-para-12-ao-ano

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Empreendedores individuais somam 1,5 milhão no país, diz Sebrae.

O número de empreendedores individuais formalizados já somam 1,5 milhão no país, segundo informou, nesta quarta-feira (31), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Essa meta definida pelo governo federal estava prevista para ser atingida até o final de 2011 e foi batida nesta terça-feira (30). O programa entrou em vigor em 1º de julho de 2009.

"As formalizações avançam em todo o país. Há uma grande adesão porque é um bom negócio ser formal", diz o diretor-técnico e presidente em exercício do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos.

De acordo com Santos, a partir do ano passado o ritmo de formalização se intensificou. "O ano de 2010 entrou para a nossa história econômica, por ser um marco na reversão da informalidade, quando foram registrados mais de 800 mil empreendedores individuais."

Segundo o Sebrae, o Empreendedor Individual (EI) é a forma especial de formalização de empreendedores por conta própria, com receita bruta anual de até R$ 36 mil. Os trabalhadores recolhem alíquota mensal de 5% sobre o salário mínimo para o INSS, mais R$ 1,00 de ICMS, se atuar na indústria ou comércio, e R$ 5,00, se for do setor de serviço.

Entre os benefícios da formalização está a possibilidade de obter o registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), emitir nota fiscal, acessar financiamentos e participar de licitações públicas, além de cobertura da Previdência Social.
 

Fonte : http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2011/08/empreendedores-individuais-somam-15-milhao-no-pais-diz-sebrae.html

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Geração Z é mais conectada, fuma menos e lê pouco

São Paulo - A Quest Inteligência de Mercado divulgou um estudo que analisa o mercado de diferentes faixas etárias. Foram ouvidas 600 pessoas na capital paulista, com idade entre 14 e 51 anos, para realização do "São Paulo em Foco: Gerações X, Y e Z".

A pesquisa revela as diferenças e similaridades existentes entre essas três Gerações – X (32 a 51 anos), Y (20 a 31 anos) e Z (12 a 19 anos).

Os resultados mostraram que praticamente 100% dos jovens entre 14 e 19 anos (Geração Z) participam de alguma rede social, 75% usam celulares (16% navegam na Internet por esses aparelhos) e 60% se preocupam com a beleza do corpo e do rosto.

Paralelamente, a faixa etária entre 32 e 51 anos (Geração X) continua com assíduos leitores (55%) e os adultos entre 20 e 31 anos (Geração Y) mantêm o hábito de visitar os amigos (51%) e de consumir refrigerantes (52%). Os jovens da Geração Z, entretanto, leem menos (14% preferem jornais e 23% revistas).

 "A principal diferença entre as gerações está no uso que fazem da Internet, das redes sociais e da tecnologia. Isso se reflete em seus hábitos de consumo, comportamento de compra e lazer", explica Luís César Périssé, sócio-diretor da empresa e coordenador da pesquisa.

Segundo ele, a Internet promove grandes mudanças sociais e essas gerações têm sido os principais agentes de mudança, dependendo do seu grau de interação social, isto é, da sua capacidade de influenciar pessoas por meio de suas ações na web.

"São agentes de mudanças os que produzem e compartilham conteúdo na web e nas redes sociais: 61% no total das 3 gerações. Na Geração Z essa proporção se eleva para 79%, na Geração Y, 71%, e na geração X, 48%", informa Périssé.

Para quem não sabe, o "Z" é a denominação comum daquilo que esses jovens fazem de melhor: zapear, saltando com desenvoltura da TV para o telefone; do videogame para alguma rede social na web; ou do MP4 para o e-book.

Esta controversa geração é consumidora voraz das novidades que o mundo tecnológico tem a oferecer, mudando de atitude tão rápido quanto uma mensagem no Twitter. Com o mundo 2.0 no DNA, é difícil imaginá-los vivendo da mesma forma que as gerações anteriores – sem telefone móvel, Internet, MP3, câmeras digitais ou tevê a cabo.

"Nascida sob os auspícios da estabilidade econômica, em um país com inflação de um dígito e governo democrático, a chamada Geração Z é um fenômeno que encanta e surpreende, pela sua enorme capacidade de assimilar as transformações tecnológicas em curso, neste mundo 2.0", enfatiza o coordenador da pesquisa.

Fonte: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/geracao-z-e-mais-conectada-fuma-menos-e-le-pouco-diz-pesquisa

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As 13 perguntas mais clássicas de entrevista de emprego.

São Paulo - A entrevista é a etapa mais importante de um processo de seleção. É o momento em que, olhando nos olhos do candidato, o recrutador  consegue comprovar intuições e tirar todas dúvidas possíveis. Só depois disso, ele estará apto para bater o martelo sobre a contratação ou não.

"Essa é a hora da verdade. O candidato tem que fazer de tudo para encantar o recrutador", diz Irene Azevedo, da consultoria DBM. Vencer a ansiedade e responder as expectativas do recrutador ao mesmo tempo não é tarefa fácil.

Por isso, conversamos com os principais headhunters do país para descobrir as perguntas mais tradicionais durante uma entrevista de emprego e quais as melhores maneiras para respondê-las. Confira.

1.    Por que você está mudando de emprego?
Essa é a primeira pergunta entre as mais perigosas em uma entrevista de emprego. Por isso, é preciso extrema cautela para respondê-la. O candidato que decidir soltar o verbo contra o emprego anterior cai em descrédito logo de início.

 "Isso soa mal. Passa a impressão de um profissional intransigente que, na primeira mudança de rota, prefere uma movimentação", afirma Eduardo Baccetti, sócio-diretor da consultoria de recrutamento 2GET.

De acordo com Priscila de Azevedo Costa, coordenadora do programa Veris Carreira da Veris Faculdades, o caminho para conversar sobre essa questão de uma maneira convincente é remeter para o atual momento de carreira e para os próprios planos para o futuro.

2.    Por que você foi demitido?
Uma das principais saias justas em uma entrevista de emprego é quando o recrutador, sem nenhum pudor, busca saber o contexto em que o candidato foi desligado da empresa anterior.  O assunto é delicado e exige muito jogo de cintura do candidato. A melhor estratégia, segundo os especialistas, é ser sincero. E, em alguns casos, recorrer a um tom mais eufemista.

Nesse contexto, por exemplo, "o candidato pode dizer que divergia estrategicamente do direcionamento da empresa", exemplifica Irene. Ou, "admitir que estava em um momento em que não podia contribuir totalmente para as necessidade da empresa", diz Priscila. O importante, segundo ela, é tomar cuidado para não prejudicar a própria imagem ou falar mal da companhia. 

3.    Por que quer trabalhar aqui?
Não vale responder que esse era o seu sonho de infância. Por isso, é fundamental estudar sobre os valores da empresa antes da entrevista e mostrar para o recrutador que seu plano de carreira está alinhado com essa visão.

"O candidato tem que ter muita consciência das suas próprias realizações e intenções", diz  Irene. "E, a partir disso, saber contar muito bem sua história".

4.    Quais suas principais realizações ao longo da carreira?
Para responder a perguntas como essa, é preciso fazer uma avaliação profunda sobre sua evolução na carreira antes da entrevista. Afinal, segundo os especialistas, esse tipo de tópico demanda informações precisas sobre os fatos que tornaram seu passado profissional memorável. "Se eu não tiver resultados que suportem e comprovem meus pontos fortes, não irá adiantar nada", afirma Irene.

5.    Quais seus principais fracassos?

Aqui a proposta do recrutador é entender como você reage diante de situações difíceis. Por isso, não tenha medo de relatar os problemas que você já enfrentou em outros empregos. Foque, contudo, na maneira como conseguiu driblar as dificuldades e nas lições que tirou de cada situação. A, ideia, segundo os especialistas é tentar mostrar que os fracassos, no fim, contribuíram pra seu amadurecimento na carreira.

6.    Quais seus pontos fortes?

Elencar as próprias qualidades nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, saber falar sobre isso de uma maneira elegante é essencial durante uma entrevista de emprego. Lembre-se que este é o momento para mostrar ao recrutador que você tem as características necessárias para o cargo em questão. Contudo, cuidado para não cair no narcisismo vazio. "Ele precisa mostrar exemplos práticos dessas qualidades", afirma Priscila.

7.    Que pontos em seu comportamento ainda precisam ser desenvolvidos?

Para responder a tradicional pergunta sobre defeitos, boa parte dos candidatos recorrem ao macete clássico de se definir como um profissional perfeccionista. "Todo mundo quer transformar uma qualidade excessiva num defeito", afirma Priscila.

Segundo ela, diante desse clichê, os recrutadores logo ficam com um pé atrás. Agora, se você realmente é perfeccionista, a dica é dar um exemplo prático que prove essa característica. E, para mostrar que está sendo sincero, conte sobre outro defeito. Mas, cuidado para não dar um tiro no pé. "Escolha uma questão que não atrapalhe muito sua eficiência no trabalho e contextualize", diz Priscila.

8.    Quais são suas motivações?
O objetivo do recrutador com esta questão é avaliar se o perfil do profissional é coerente com a estrutura da empresa. "Todo mundo precisa ser motivado para continuar a produzir bem", diz Priscila. E ninguém quer contratar um profissional que, em poucos meses, perca o contentamento em trabalhar. Por isso, para seu próprio bem, não tente dissimular uma resposta padrão. Seja sincero consigo mesmo e mostre qual a empresa ideal para seu perfil.


9.    Consegue trabalhar sob pressão?
Saber lidar com a pressão no mercado de trabalho é uma postura que exige tempo e aprendizado. Por isso, mostre para o recrutador exemplos práticos que comprovem que você consegue se dar bem em situações como essas. "Não responda apenas sim ou não. Sempre traga uma experiência que esclareça o que você quer contar", diz Priscila.

10.    Conte sobre sua família? O que faz nas horas vagas?
Os recrutadores hoje já entendem que vida profissional e pessoal estão, sim, ligadas. Por isso, com essa pergunta, a proposta é entender como a rotina pessoal influencia a dinâmica durante o horário do expediente. "Conforme a pessoa fala, queremos identificar quais os valores que ela tem",  explica Priscila. Segundo ela, o ponto não é tentar ser perfeito, mas mostrar como você administra os principais conflitos da vida.

11.    Qual sua pretensão salarial?

A dica de Irene para esse momento da entrevista é tentar adiar ao máximo sua resposta. "Explique que o valor da sua remuneração só pode ser definido quando você entneder todos os desafios do cargo", explica. Se a justificativa não pegar e o recrutador insistir em uma resposta, conte qual era seu último salário.

12.    Quais seus planos para o futuro?

Neste ponto, o recrutador quer identificar se sua estratégia de carreira está alinhada ou não com o ritmo da corporação. Nem sempre, contudo, é fácil ter na ponta da língua projetos para um futuro muito longínquo. Se esse for seu caso, não se desespere. Seja sincero e mostre consistência nos planos para médio e curto prazo.

13.    Por que devo contratar você?

Essa pergunta requer extrema coerência do candidato com todas as informações que passou para o recrutador durante o processo de seleção. É, neste ponto, que ganha relevância, o profissional que souber fazer o melhor marketing pessoal. "O perfil pessoal acaba determinando muito, o brilho no olho, a vontade de ainda querer fazer", diz Baccetti, da 2 GET.